Dicá, o maior de todos os tempos da Ponte Preta

Por André Luiz Pereira Nunes

Dicá, o maior jogador da Ponte
Dicá, o maior jogador da Ponte Preta

O mais saudoso torcedor da Ponte Preta jamais se esquecerá dos áureos tempos da equipe de Campinas. Na década de 70, a Macaca era uma pedra no sapato para os grandes do futebol paulista, e um dos nomes que surgiram nessa época é lembrado como o maior jogador da história do time campinense. Oscar Sales Bueno Filho, Dicá. Ao cobrar as faltas e distribuir o jogo, tinha as características de um legítimo armador.

Dica chegou ao clube em 1966 para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Os torcedores contam que ele pendurava argolas de borracha nas extremidades do gol para calibrar a pontaria nos treinamentos de cobranças de falta. Não só a Macaca conseguiu o acesso à elite naquele ano, como acabou vice-campeã Paulista em 1970. O atleta chegou a ser sondado pelo Corinthians durante a disputa a Taça de Prata, mas quem acabou ficando com o jogador foi o Santos, no ano seguinte.

O time da Vila Belmiro, porém, achou o valor pedido pela Ponte muito alto, e sem se firmar na equipe titular, Dica retornou para Campinas. Transferiu-se então para a Portuguesa, conquistando o seu mais importante e único título, o polêmico Paulistão de 1973 que acabou dividido entre Santos e a Lusa.

Em 1975, perdeu a final do Paulista para o São Paulo. Voltaria à Ponte Preta no ano seguinte. O ótimo time montado na época rendeu o vice-campeonato Estadual em 1977, na histórica final contra o Corinthians, a qual assinalaria o maior público da história do Morumbi, 160 mil pessoas. Dica marcou o seu, e a Macaca venceu por 2 a 1. Como o Coringão vencera a primeira partida por 1 a 0, houve a necessidade de um terceiro jogo, no qual o time do Parque São Jorge venceu e se sagrou campeão. A Ponte se sagraria novamente vice em 79 e 81.

Já no final da carreira, Dica auxiliou o seu time através de sua experiência. Permaneceria na Ponte até 1984, pendurando as chuteiras um ano depois no Araçatuba. No início dos anos 2000 ocupou o departamento de futebol da Macaca, mas por pouco tempo.

Apesar do seu futebol refinado, nunca foi convocado para a Seleção Brasileira. Somente o narrador televisivo Luciano do Valle lembrou-se dele quando o chamou para a Seleção Brasileira de Masters durante a disputa da Copa Pelé.

Dicá foi eleito o maior jogador da história da Ponte Preta. Vestiu a camisa da equipe em 164 vezes, número que nenhum outro atleta alcançou, além de ser o maior artilheiro do time com 154 gols. Atualmente continua a viver em Campinas, onde mantém uma escolinha de futebol com seu nome.

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