Luiz Antônio quer repetir a dose no Sampaio Corrêa

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Por André Andrade (Foto: Divulgação)

Contando as horas para o início do Campeonato Carioca da Série B1, o treinador do Galinho da Serra quer realizar uma campanha semelhante à de sua primeira passagem, onde realizou grandes feitos comandando o time de Saquarema. Na época, Luiz Antônio “bateu na trave” em busca pelo título.

– Essa é a minha segunda passagem pelo Sampaio Corrêa. Na realidade eu quero fazer o que eu fiz em 2014, onde chegamos as finais da competição e perdemos para o Tigres, que vinha a ser na época, o campeão da série B, conquistando o acesso – conta Luiz Antônio

O técnico também falou de outras boas passagens sobre outros Clubes da Série B, em que obteve sucesso, como a Portuguesa.

– Ano passado, cheguei as finais do triangular final com o Adeir. Trabalho este que me trouxeram de volta ao Sampaio Corrêa. Acima de tudo, o mais importante na competição, que está se mostrando muito difícil, todas as esquipes contrataram muito. Talvez, posso estar enganado ou não, deve ser a segunda divisão, Série B, mais difícil de todos os tempos, com equipes tradicionais e que foram rebaixadas como América, Americano, que já está há algum tempo na Série B, o Goytacaz que tem uma força muito grande. O mais importante numa competição dessa, é você fazer valer o mando de campo, vencer os jogos em casa  e buscar pontos fora de casa.

O treinador da equipe de Saquarema acredita que alcançando tais feitos, o time tem grandes chances de chegar na reta final da competição, com possibilidades de disputar as finais ou uma possível classificação para as semifinais. E para realizar os objetivos, o técnico disse que as contratações foram bem planejadas.

– O mais importante também é que nós montamos um grupo muito seletivo. Escolhemos com muito cuidado e muito critério, não só por parte técnica, mas por parte pessoal, do atleta fora de campo. Acho que tem que ter um grupo que, na realidade, se transforme em família, se transforme em um grupo comprometido com o objetivo, não só da comissão técnica, mas também como objetivo do Clube. E aproveito a oportunidade para agradecer o Presidente de honra Lourival Gomes, ao seu Presidente Ronan Gomes e Romulo Gomes por ter me trago de volta e ter confiado no meu trabalho.

De acordo com o técnico do Sampaio Corrêa, as contratações foram filtradas de acordo com lados pessoais, como a vida do atleta extracampo, e o lado profissional, que vai de encontro ao atleta ser adaptar ao elenco, se adaptar a ideologia da instituição. Luiz Antonio fez uma analogia com uma grande empresa. Na verdade, para ele, o futebol já está sendo administrada como tal.

– Acho que no futebol moderno, não agrega só no lado técnico, o lado competitivo e desportivo dos atletas. Existe também o lado profissional. O futebol hoje, é gerido como uma empresa, e ele exige que você selecione seus funcionários. O lado pessoal, o lado extracampo, se o atleta é cumpridor dos seus deveres, se é um atleta de grupo, se é um atleta que não trás problemas para a instituição. É como uma grande empresa que, quando você for contratar, você vai querer saber o histórico desse teu funcionário. E o futebol não foge disso.

O treinador do Galinho da Serra cita o lateral-direito Thiago Crispim, que estava acertado com o Sampaio Corrêa mas aceitou uma proposta de um outro Clube, como um tipo de precaução que a instituição deve ter, apesar de fazer parte do universo do futebol, principalmente da segunda divisão do Campeonato Carioca.

A respeito da primeira rodada do Campeonato Carioca da Série B1, o Sampaio Corrêa enfrenta o Olaria, fora de casa. O comandante da equipe de Saquarema, disse que o azulão da Bariri é uma das equipes tradicionais do futebol carioca.

– É uma equipe que ficou por muitos anos na primeira divisão, uma equipe que revelou grandes jogadores como Gonçalves, Romário, Joel Santana, Heron Ferreira, Vanderlei Luxemburgo, Antônio Lopes. E eu também tive uma passagem, na primeira divisão, pelo Olaria. É um Clube que eu tenho um carinho enorme – finalizou.

O técnico afirmou que a expectativa é de vencer os jogos dentro de casa e somar o máximo de pontos possíveis fora de casa. O comandante disse que esse será o maior ponto de equilíbrio frente à uma segunda divisão com muitas equipes de alto nível, com grupos difíceis, com jogos entre fortes concorrentes.